sábado, 29 de dezembro de 2012

Sobre 2012 e Paixão.



2012 foi um ano fodão, é eu reconheço, e parando pra pensar ele foi cheio de coisas boas, esse finalzinho foi uma merda, mas no geral ele foi dos melhores...
Eu consegui colocar dois textos meus no palco, e é muito emocionante ver os personagens que você criou do nada na sua cabeça tomar vida, ver que eles são muito mais do que aqueles diálogos, e o caminho tanto pra apresentação do “Escrevendo Eu”, quanto pra “Quem matou Patrick” foram inesquecíveis.
Fazendo só uma exceção aqui, de: “nunca dar nome aos bois” ver a Maria Durval no palco foi também uma realização, só nós dois sabemos o que foi a paciência que não só eu, mas ela também teve, e no final deu tudo certo.
Esse ano também foi o ano em que eu mais me dediquei a algo na minha vida, por mais que eu ache pouco o que faço pela A Ordem do Caos, eu sei que eu teria dado a vida por vocês esse ano, todos os perrengues, todas as dificuldades poderiam ser dobradas, mas não superariam os momentos bons, os “Vamos Encarar O Perigo” gritado por toda a cidade, foram perigos encarados e vencidos e 2013 vai ser ainda melhor, estou certo disso.
2012 foi o ano de mudanças importantes, mudei o foco da minha vida, mudei por vontade de algo novo, isso é muito complicado, é difícil você mudar um plano de vida inteiro, mas fazer o que, o Teatro e a Dramaturgia me fizeram isso, estou completamente apaixonado por aprender tudo que eu possa sobre esses temas... Como eu nunca fui por nada na vida.
Por falar em apaixonar, a parte ruim de tudo isso, não só de 2012, mas dessas mudanças subsequentes nos últimos anos, é que eu me tornei uma pessoa menos fria, eu me preocupo mais e eu até me apaixonei esse ano, e não foi pelo teatro.
Mas esse negocio só serve mesmo pra inspirar uma coisa aqui outra ali, na verdade essa paixão toda não andou, mas me gerou bons textos, e alguns bons momentos também, me fez sentir algo relativamente novo, bom, não que fosse novo, mas que há tempos não acontecia comigo pelo menos... Nem quero falar mais disso, já que estou bem, não quero voltar pro clima da semana passada...
É 2012, eu vou sentir falta de você, o ano da minha estreia como diretor e autor, ano que meu empenho fui reconhecido e me tornei um dourado, ano que eu aprendi que amigos são amigos sempre, e são poucos e geralmente os mesmos de quando você tinha 15 anos... O ano que eu vi que sim, é possível perder o rumo quando se gosta de alguém, mas sei agora que sou forte o suficiente pra voltar ao trilho.
Adeus 2012, E na minha biografia prometo um texto melhor sobre você.

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