2012 foi um ano fodão, é eu reconheço, e parando pra pensar
ele foi cheio de coisas boas, esse finalzinho foi uma merda, mas no geral ele
foi dos melhores...
Eu consegui colocar dois textos meus no palco, e é muito
emocionante ver os personagens que você criou do nada na sua cabeça tomar vida,
ver que eles são muito mais do que aqueles diálogos, e o caminho tanto pra
apresentação do “Escrevendo Eu”, quanto pra “Quem matou Patrick” foram inesquecíveis.
Fazendo só uma exceção aqui, de: “nunca dar nome aos bois” ver
a Maria Durval no palco foi também uma realização, só nós dois sabemos o que foi
a paciência que não só eu, mas ela também teve, e no final deu tudo certo.
Esse ano também foi o ano em que eu mais me dediquei a algo
na minha vida, por mais que eu ache pouco o que faço pela A Ordem do Caos, eu
sei que eu teria dado a vida por vocês esse ano, todos os perrengues, todas as
dificuldades poderiam ser dobradas, mas não superariam os momentos bons, os “Vamos
Encarar O Perigo” gritado por toda a cidade, foram perigos encarados e vencidos
e 2013 vai ser ainda melhor, estou certo disso.
2012 foi o ano de mudanças importantes, mudei o foco da minha
vida, mudei por vontade de algo novo, isso é muito complicado, é difícil você
mudar um plano de vida inteiro, mas fazer o que, o Teatro e a Dramaturgia me
fizeram isso, estou completamente apaixonado por aprender tudo que eu possa
sobre esses temas... Como eu nunca fui por nada na vida.
Por falar em apaixonar, a parte ruim de tudo isso, não só de
2012, mas dessas mudanças subsequentes nos últimos anos, é que eu me tornei uma
pessoa menos fria, eu me preocupo mais e eu até me apaixonei esse ano, e não
foi pelo teatro.
Mas esse negocio só serve mesmo pra inspirar uma coisa aqui
outra ali, na verdade essa paixão toda não andou, mas me gerou bons textos, e
alguns bons momentos também, me fez sentir algo relativamente novo, bom, não
que fosse novo, mas que há tempos não acontecia comigo pelo menos... Nem quero
falar mais disso, já que estou bem, não quero voltar pro clima da semana
passada...
É 2012, eu vou sentir falta de você, o ano da minha estreia
como diretor e autor, ano que meu empenho fui reconhecido e me tornei um
dourado, ano que eu aprendi que amigos são amigos sempre, e são poucos e
geralmente os mesmos de quando você tinha 15 anos... O ano que eu vi que sim, é
possível perder o rumo quando se gosta de alguém, mas sei agora que sou forte o
suficiente pra voltar ao trilho.
Adeus 2012, E na minha biografia prometo um texto melhor
sobre você.
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