terça-feira, 3 de julho de 2012

Sobre Principal e coadjuvante



Outro dia eu achava que estava [finalmente] apaixonado, tava tudo tão certinho, coisa de filme, uma daquelas comedias românticas que você sabe o que vai acontecer e só assiste pra ver como vai chegar ao final feliz, até que no dia que parecia que ia ser o tal final feliz, tudo a favor, sabe aquela parte em que os mocinhos se acertam e ficam juntos pra sempre?
Pois é, mas o roteirista tinha outros planos, e veio aquela parte de suspense. aquela que você descobre que quem vc pensava que era o principal [você] e só é uma merda de um coadjuvante, pq a mocinha colocou outro problema [sem problemas não tem filme] ai vc se sente meio perdido, nessa de ser o problema ou a solução, e não tem uma definição, vira um drama francês, um daqueles que tem um conflito interno entre sua cabeça e seu coração, em uma luta que lembra um filme de ação ching ling, desses com muitas voadoras, e enquanto estão La, seu coração e seu cérebro se esquartejando pelo domínio do seu mundo eis que surge, sem que você espere alguém, que na verdade sempre esteve ali e passou o filme todo quietinho, esperando sua vez, aquele personagem que o roteirista mais trabalhou, que pouca gente notava se transforma em peça chave no seu filme, faz você voltar a ser protagonista e às vezes querer ser o coadjuvante dela, pq ela faz você sentir algo que explica tudo, e é fazendo você sentir e não falando que ela mostra que o filme vai ter um final feliz, e você acredita nisto porque quando você olha nos olhos dela você sabe que ela não vai a lugar nenhum...


texto escrito no mês 10/2009 para o fotolog, já extinto graças a ... mim. 

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